12 de dezembro de 2008

o mesmo

Vc não esteve comigo 19 anos sem intervalos, vc no máximo esteve comigo a metade desse período ou muito menos, mas eu sim, eu estive comigo o tempo todo, mesmo quando a mente estava em outra pessoa, mesmo quando as vontades eram sair do corpo, ou ser outro corpo, sempre fui o mesmo corpo, com adornos diferentes!

10 de dezembro de 2008

O menino e o violino

Fui lá, disse a ela, que me perguntava: - Teclado, disse talvez por humildade, humildade de menino de treze anos, humildade ou medo, o que queria mesmo (ou assim achava) era piano, bater dez dedos de uma só vez em notas de apenas duas cores, som legitimo e exato, na época não sabia que era preciso os pés também, e poucas eram as vezes que os dez dedos trabalhavam ao mesmo tempo, mas esses momento existem de fato, o momento dos dez dedos; Me parecia interessante, o achismo de um jovem, deveria lhe ser sua certeza, mesmo não sendo, mas, o medo tonto e constante de menino, acompanha-lhes, cada pensamento com uma dúvida, que muitas vezes não se solucionam, dúvida as vezes que preferimos esquecer a ter-la gritante nos ouvidos a incomodar o existir, atrapalhando os passos, fazendo nós, meninos, andar mais tortos, mais perdidos. O fato é que sobrou-me o violino, escolhi de outras poucas opções, e gostei, achei que combinava comigo,achei que tinha gostado, creio hoje, talvez tontamente, que me enganei, não um engano irreparável, pois importância realmente não há,mas senti: -Não gosto de ti, dizia eu para o banjo de madeira feia que fingia ser um violino, violino novo, porem tão ranzinza e irritante quanto um velho, chinês, velho chinês, porque chinês era meu violino, e ainda o é. Mas de fato, quando ouvi de primeiro momento, o som grave, violento e impiedoso do violoncelo, me senti atingido com mais profundidade, percebi ali que definitivamente estava tocando o instrumento errado, aliás, não tocava, arranhava feiamente as cordas grotescas, mesmo eu sendo o melhor de todos da fingida orquestrinha, o tonto spalla, ridículo concertino, só prova que talento não aparece de repente, talvez eu tivesse talento(o que me parece grande ilusão) mas não me ponho a pensar sobre isso, há em mim outras preocupações, coisas mais importantes é claro, mas importância realmente não há, em nada, só no sentir, senti pouco com os gritos nervosos do violino, mas quando de repente ouvia o cello, sentia sono, vida, e vontade, ao mesmo tempo, tudo isso, e até mais um pouco, pensei uma vez que sentiria vergonha de estar na posição sensual que o cello exige, ficaria eu agarrado de pernas abertas com tanto corpo, pensei meio eroticamente que não me apetecia, pudismo de menino de treze anos, alguns tem, mas não me incomodaria, me seria boa experiência sem dúvida, seria um romance, mas nunca tive entre as pernas o cello, tive até então, a bobeira de colocar as mãos no piano, e desajeitado fingir e acreditar sozinho que saia alguma música, não era música, nunca era, mas era comum as pessoas lembrar de mim,: - O menino do violino, e eu corrigia, - Nem tanto, mas importância real não tem, jamais terá!

9 de dezembro de 2008

Histórias de Adriana e Regininha

Certa vez na balada, Adriana e eu, Regininha havia sumido logo que entramos, enfim, depois de algumas horas, Adriana já um tanto alta, diz ter perdido o celular, eu disse a ela que não se preocupasse, mas ela estava inquieta e insistia em achar o maldito celular, passou o resto da balada rastejando pelo chão, procurando o celular, no fim de tudo, quando já estavam acendendo as luzes, vi Adriana largada no chão, um tanto imunda, dormindo em um canto próximo ao banheiro masculino, o qual vi no mesmo instante Regininha saindo, um pouco despenteada e com a maquiagem borrada, eu a alerto sobre sua condição quando tentávamos acordar Adriana, ela fez-se de desentendida e foi para a pista dançar, achei que seria inútil dizer-lhe que não tinha mais música tocando, ela parecia se divertir com a dança própria besta, a vi novamente só na semana seguinte, e me esqueci se tinha algo para perguntar...

História de Regininha

Uma vez, fomos Regininha e eu para um show, não me lembro bem se era Marilyn Manson, ou Vanessa da Matta, me confundo sempre com essas cantoras, tão parecido, enfim, me perdi de Regininha no show e fui embora, a música não me agradava, era uma espécie de forró, não sei, só sei que um mês depois Regininha me liga de um orelhão perguntando onde eu estava, eu me espantei quando ela disse que estava no show me procurando e não sabia o porque todos haviam sumido, inclusive a cantora!

5 de dezembro de 2008

Histórias de Adriana e Regininha

Uma vez, estávamos no shopping Regininha, Adriana e eu. Regininha havia sumido e Adriana olhava a vitrine de uma loja com cara de péssimas idéias, Adriana se utilizando de um espírito aventureiro, resolve pegar uma peça de roupa e sair sem pagar, eu não pude ser discreto quando Adriana passa pelas portas com cara de dama horizontal, sobrancelhas ao topo, e as portas gritando alto, o som contínuo do “pega-ladrão”, eu me distanciei, fiz a normal do outro lado da cena, resolvi procurar Regininha, horas depois estava sozinho na praça de alimentação tomando um chá gelado, quando meu telefone toca, era Adriana pedindo para que eu a buscasse na delegacia. No dia seguinte tive notícia pela mídia, de que Regininha estava na Índia ou na Macedônia (não me recordo), eu perguntei por telegrama o que ela fazia lá, e ela me revela que não tinha encontrado nenhum lugar na praça de alimentação que vendesse suco de anis, por isso foi buscar lá. !